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A minha Experiência com Cancro da Mama

Vou aqui contar a minha experiência. Um Blog criado para falar sobre cancro da mama, do dia a dia e outras coisas.

A minha Experiência com Cancro da Mama

Vou aqui contar a minha experiência. Um Blog criado para falar sobre cancro da mama, do dia a dia e outras coisas.

Entrevista Revista Notícias Magazine

Hoje faço parte desta reportagem da Revista Notícias Magazine. Leiam vale a pena.
 
 
 

Aos 42 anos, o ar suave transformado em feroz determinação ao ser confrontada com o melhor e o pior da sua vida em 2009: um filho de nove meses e um cancro na mama. «Comecei a perder líquido do peito já sem amamentar, fui às urgências e vi logo pela cara da médica o que se passava. Só pensei “Tirem-me isto. Operem-me o mais depressa possível, porque eu tenho um bebé e ele não pode ficar sem a mãe”.» No trabalho avisou que ia continuar: faria a vida normal, apesar do cansaço. Pôs toda a gente ao corrente pedindo-lhes que não chorassem, afinal ainda não estava morta. Em agosto chegou a ir à praia de casaco vestido, já sem peito, para viver bons momentos com o filho. «Disseram que era doida, não seria capaz, mas eu sou mais teimosa. Ficar fechada em pânico não era opção.»

Sete anos passados, CA mantém essa postura de desabafar abertamente no seu blogue e página do Facebook Viver Com Cancro da Mama, um alívio para quem o vive e quem o vê. «Falar ajuda a perceber que estamos a lutar com força, a pôr a tónica na cura e não na morte: se nós não nos vamos abaixo, por que razão irão as pessoas à nossa volta?» Ainda faz tratamentos de hormonoterapia, um comprimido por dia, e sente a sombra a pairar, sempre presente. Ficou careca. Reconstruiu o peito e abominou os olhares de pena. Sacrificou ovários e útero. E depois de passar pelos tratamentos revoltou-se e atirou-se à escrita, para dizer a todas as mulheres que a sua fase má durou oito meses, foram os piores, mas passou. «Não se resignem à doença. Não desistam. Custa muito, obviamente que sim. Mas custa mais se nos fecharmos em casa a chorar, sozinhas.»