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A minha Experiência com Cancro da Mama

O meu nome é Carla Amorim e vou aqui contar a minha experiência. Um Blog criado para falar sobre cancro da mama, do dia a dia e outras coisas.

A minha Experiência com Cancro da Mama

O meu nome é Carla Amorim e vou aqui contar a minha experiência. Um Blog criado para falar sobre cancro da mama, do dia a dia e outras coisas.

Smile........

Olá, parece que finalmente por estas bandas o arco íris está a aparecer. A enfermeira e a bombeira já foram despedidas. Parece que as coisas se começam a compor. Literalmente duas semanas, de loucos com tantos problemas familiares. Sinto-me mais tranquila. Também já me sentido melhor da minha gripe esquisita, que em vez de febre me deixou num estado de frio como nunca tive na vida. Consegui dormir com 3 cobertores e continuar a tremer como se estivesse dentro de um bloco de gelo. Mas já estou bem, um pouco de tosse e nada mais. O meu filhote também está quase bom. Os restantes membros da família que também por estes dias me deram algumas preocupações, já se recompuseram.  Agora bola para a frente e o meu sorriso voltou também. Beijinhos.

 

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Top 5

Será? Sim adiei a gravidez, até aos trinta. Mas depois amamentei durante 9 meses. Stress correcto e afirmativo, sempre a correr, consigo fazer mil e uma coisas ao mesmo tempo. Falta de sono também, para mim dormir 3 horas por noite é suficiente, por isso o IPO me mandou para a consulta de psiquiatria, que por acaso é para a semana, acho que me vão enfiar naqueles coletes de forças. Já me estou a imaginar a sair do consultório para a ala psiquiátrica com colete vestido a gritar e depois dois senhores daqueles tipo seguranças a levarem-me com os pés no ar.......
Qualidade do ar, pois viver na grande cidade tem esse contra. Não sei se é verdade ou não, mas toca a partilhar nunca se sabe.

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Suspeita de cancro da mama, o que fazer?

Hoje uma leitora minha pediu-me para ajudar com algumas dúvidas. Aqui fica a minha resposta, sendo que isto é o que normalmente acontece, o seu médico é que deverá decidir o que é o mais indicado:

Caso detecte alguma diferença na sua mama, deverá contactar o seu médico que pela apalpação e historial familiar, decidirá o que fazer. Em caso de desconfiança de cancro da mama, o seu médico deverá pedir uma mamografia e se necessário uma ecografia mamária ou ainda uma ressonância magnética.
Com as imagens da mamografia, o médico avalia a necessidade de exames adicionais. Se efectivamente as imagens tiverem alguma coisa suspeitas, deverá ser pedida uma biopsia. Com a biopsia retira-se tecido da mama que vai para análise. Por norma a biopsia deverá ser feita por um cirurgião ou um médico especializado em doenças de mama. Para quem é de Lisboa aconselho o IRE Centro de Senologia. http://ire.pt/

A biopsia vai para análise e um patologista analisa o tecido, para ver se tem células cancerígenas.
Se existirem células cancerígenas, o patologista pode, então, caracterizar o tipo de cancro.
O tipo de cancro da mama mais comum é:
- o carcinoma ductal: tem início no interior dos ductos (canais de passagem do leite).
- Outro tipo de cancro da mama é o carcinoma lobular: tem início nos lóbulos (locais onde se forma e armazena o leite).

Se o diagnóstico for cancro, o médico poderá pedir testes laboratoriais especiais, no tecido que foi removido. Os resultados destes testes irão ajudar o médico a saber mais sobre o cancro e a decidir o tratamento.

Todas as mulheres com cancro da mama irão fazer o teste dos receptores hormonais. Esta informação é relevante para saber se o cancro necessita de hormonas (estrogénios ou progesterona) para se desenvolver.

Deverá ser analisado e pesquisado o aumento do receptor-2 para o factor de crescimento epidérmico humano (HER2) - receptor existente na membrana das células tumorais. Esta alteração corresponde a um sub-tipo específico de cancro da mama, denominado cancro da mama HER2 positivo (HER2+). O cancro da mama HER2+ está associado a maior agressividade da doença.

Espero ter ajudado.

Cancro uma questão de "Má Sorte"

Pois foi o meu caso, uma questão de má sorte. Costuma-se dizer que o cancro da mama tem muitas vezes uma componente hereditária, não foi o meu caso, na minha família, ninguém tem. É verdade que do lado do meu pai existem algumas situações de cancro, mas basicamente de garganta. Má sorte, pois foi, mas apesar de tudo acho que saí mais forte, mais tolerante, vivo cada dia mais intensamente e preocupo-me mais em ajudar o próximo. Acredito que me tornei uma pessoa melhor. Até pode ter sido má sorte, mas como pessoa tornei-me seguramente melhor.

http://www.publico.pt/ciencia/noticia/ter-cancro-uma-questao-de-ma-sorte-1681019